Sintomas da conjuntivite alérgica – Como reconhecê-los

Sintomas da conjuntivite alérgica – Como reconhecê-los

Os sintomas da conjuntivite alérgica são bem específicos, sendo o principal a coceira intensa nos olhos. Outro sinal é a vermelhidão nos olhos. Acima de tudo, é muito importante saber diferenciar a conjuntivite alérgica das formas infecciosas. Isso porque o tratamento é diferente, não sendo necessário, por exemplo, o uso de antibióticos.

Para falar um pouco mais sobre os sintomas da conjuntivite alérgica, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba.

Conjuntivite alérgica afeta até 30% das crianças com outras alergias

Segundo estudo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) casos de alergia ocular em crianças e adolescentes têm aumentado no mundo todo. Dados da entidade apontam que a conjuntivite alérgica afeta de 15 a 25% das crianças e adolescentes no Brasil. Além disso, estima-se que 44% das crianças e adolescentes com asma também apresentam sintomas alérgicos nos olhos, de forma frequente.

“Vale reforçar que a conjuntivite alérgica crônica ou sem tratamento correto aumenta o risco de a criança desenvolver o ceratocone. Trata-se de uma doença na córnea, que pode evoluir para a perda da visão. Portanto, é muito importante conhecer melhor os sintomas da alergia ocular e entender o que fazer na presença deles”, comenta Dra. Marcela.

Sintomas da Conjuntivite alérgica – Quais são eles?

Agora, vamos conhecer melhor os sintomas da conjuntivite alérgica. Definitivamente, a coceira e a vermelhidão são os sintomas mais comuns da conjuntivite alérgica. Os demais sintomas são lacrimejamento, inchaço nas pálpebras, na conjuntiva (quemose) e acúmulo de secreção esbranquiçada nos olhos”, acrescenta a médica.

“A propósito, um dos principais diferenciais da conjuntivite alérgica para as demais formas é a secreção, que é mais branquinha. Nas formas infecciosas, por exemplo, temos uma secreção esverdeada ou amarelada, típica de uma infecção”, explica Dra. Marcela.

Tipos de conjuntivite alérgica – Conheça quais são

A conjuntivite alérgica do tipo sazonal e/ou perene é a forma mais comum. No tipo sazonal os sintomas duram menos de 4 semanas. Já na perene as manifestações persistem por mais de 4 semanas.

“Adicionalmente, temos a ceratoconjuntivite primaveril, forma rara e grave da conjuntivite alérgica. Normalmente, 8 em cada 10 casos afetam crianças menores de 10 anos. Finalmente, uma outra forma da conjuntivite alérgica é irritativa, quase sempre provocada por contato com agentes, como produtos químicos e outros alérgenos”, conta Dra. Marcela.

O que fazer na presença dos sintomas da conjuntivite alérgica?

“A recomendação é que na presença dos sintomas da conjuntivite alérgica, os pais procurem um oftalmologista infantil. Normalmente, é preciso usar medicamentos em forma de colírio e, em outros casos, pode ser necessário prescrever antialérgicos orais. Ademais, também é importante realizar compressas frias ao longo do dia, bem como remover as secreções que se acumulam nos olhos”, reforça a oftalmologista infantil.

“O uso de lágrimas artificiais durante as crises também podem ajudar a aliviar os sintomas. Outra dica é providenciar óculos de sol com lentes UVA/UVB. Desse modo, é possível evitar o contato dos olhos com substâncias que podem agravar a alergia, além e ajudar no alívio da sensibilidade à luz, um dos sintomas da conjuntivite alérgica”, comenta Dra. Marcela.

“Por outro lado, é importante esclarecer que as crianças alérgicas podem apresentar muitos quadros de conjuntivite alérgica ao longo da infância e adolescência. Contudo, ao longo os anos a tendência é a redução das crises. Entretanto, o tratamento é crucial para evitar problemas na córnea, como o ceratocone”, alerta a especialista.

Mudança de hábitos também ajuda no controle dos sintomas

Para além de medicamentos, o controle da conjuntivite alérgica também depende de algumas medidas. Entre eles está o afastamento da criança/adolescente de potenciais alérgenos. Um bom exemplo é a retirada de cortinas, tapetes e bichos de pelúcia do quarto. Como esses objetos tendem a acumular pó e ácaros, é importante removê-los do ambiente em que a criança dorme.

Para além disso, nos dias mais secos é importante manter o ambiente umidificado. A razão é que quando o ar está seco, as partículas de poluição e poeira ficam suspensas. Sendo assim, podem entrar em contato com os olhos mais facilmente.

Em relação aos bichinhos de estimação, também é preciso avaliar se a criança desenvolve sintomas após contato com eles. Infelizmente, se isso acontecer, ou seja, se os sintomas da conjuntivite alérgica se manifestarem após contato com animais, também é preciso reavaliar esse convívio.

Não deixe a criança coçar os olhos

O hábito de coçar ou esfregar os olhos é particularmente comum entre as crianças. Contudo, essa fricção frequente pode causar danos na córnea. Em alguns casos, a criança pode desenvolver o ceratocone, doença que altera o formato da córnea e pode causar perda da visão.

“Em muitos casos, os pais podem não perceber que a coceira nos olhos é um dos sintomas da conjuntivite alérgica, em sua forma crônica. Desse modo é imprescindível levar a criança para uma consulta com um oftalmologista infantil”, alerta Dra. Marcela.

Finalmente, existe também a possibilidade dessas manifestações indicarem uma conjuntivite infecciosa. Por isso, a dica final é sempre buscar ajuda médica especializada”, finaliza a especialista.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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